
Pepe amava Lupe mais que tudo na vida e no mundo.
Mas o que mais gostava era de passar as mãos pelo seu corpo, acariciando cada curva.
Os seus vestidos justos, com uma fila interminável de botões à frente eram uma perdição para ele.
E o seu baton... cheirava a pêssego e sabia a paixão.
Mais que beijar os seus lábios, o que mais gostava era de os lamber, de passar a língua devagarinho no seu contorno e entreabri-los com os dedos.
Mas quando Lupe estava a cozinhar, nada a demovia. Nem sequer a excitação visível de Pepe.
A voz de Lupe ficava rouca e profunda, mas fria e profissional, mantendo-o à distância... até a refeição estar concluída...
O toque dos seus lábios carnudos selou o acontecimento.
A camisa de Pepe estava encharcada em suor.
O vestido de Lupe ficou húmido e o odor enjoativo deixou-a nauseada.
Em contraste, a casa cheirava a rosmaninho e aos seus cozinhados.
Pepe sentou-se e saboreou o cozido.
Queimou-se e apanhou o guardanapo para apertar contra os lábios doridos e, de seguida, sorveu um gole de vinho tinto.
Pegou na perna de vitelo com as mãos e sentiu a gordura a escorrer pelos dedos e pelos beiços enquanto a trincava e saboreava o seu sabor.
Era o seu prato favorito e, sempre que o comia, sabia que o dia corria melhor.
Uma boa foda e um prato de cozido era a receita para uma enorme vontade de trabalhar...



























