Tenho uma caixa de fotografias que rebenta pelas costuras. Há dias em que me sento no chão da sala, arranco-a aos confins da prateleira, e juro ser aquele o dia em que as vou organizar num álbum. Pego nelas, uma a uma, e relembro-me das histórias por detrás daquele instante congelado no tempo. Nesta, eu e os manos no topo da serra com vista para a vila; ali a avó a dizer-nos adeus no muro do quintal com o sol de Agosto a bater em cheio na laranjeira; mais à frente, a Renault 4 do pai parada em frente à praia das Chocas e quase juro ouvir o marulhar das ondas e sentir o calor da areia fina sob os pés. Depois a minha barriga de grávida e o meu primeiro sobrinho acabado de nascer.
Vou colocando as fotos em molhos, das mais antigas às mais recentes, e ganham sempre as fotografias a preto e branco que guardam as memórias dos dias passados do lado-de-lá do mar. E fico ali, no chão da sala, impotente, não consigo fechar aquelas imagens entre as quatro paredes de um álbum porque sei que elas precisam das minhas mãos salvadoras para as resgatar ao esquecimento.
25/01/2013
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5 comments:
porque é que toda a gente me lembra que acabei de chumbar a matematica? shame on you people!
olha eu ali em cima!
não é por nd, mas acho que tou a comentar no post errado.
ahahahahahahah...tu querias comentar o post de cima e não este :D:D:D
yup, quando percebi isso já era tarde de mais LOL
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