22/01/2013
Companheira
Há muitos anos, era ainda uma adolescente no liceu, também escrevi uma carta anónima. Uma carta de amor ao mais alto dos elementos da equipa de basquetebol que me tinha conquistado a atenção pela delicada fealdade. Gostava de o ver do alto do seu metro e noventa a correr pelo chão encerado do pavilhão, a arrancar aplausos à claque feminina que atirava bilhetes e canções de vitória aos garbosos combatentes da honra do liceu. Sei que a leu e que interrogou impiedosamente a mensageira que nunca lhe disse quem a tinha escrito. Ao rapaz perdi-lhe o rasto durante anos, mas à mensageira, companheira de guerras e farras, tenho-a ainda por perto, nunca se sabe quando voltarei a precisar dos seus préstimos.
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1 comments:
Gostei!!
Malditas paixões platónicas de adolescência!!
:)
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